Maceió, 18/Dezembro/2017

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Risco de queda é maior se a pessoa já caiu e toma muitos medicamentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todo mundo já caiu alguma vez na vida. Mas como identificar se essa queda é apenas uma distração ou por causa de um obstáculo na rua ou algo mais preocupante? É importante saber que levar um tombo pode ser um simples acidente, mas pode ser também um sinal de problema de saúde, como alertou o ortopedista Luiz Batata no Bem Estar desta segunda-feira (10).

Dados mostram que as quedas são a principal causa de morte de idosos no Estado de São Paulo – em até 44% dos casos, as consequências podem ser graves. E não são só os mais velhos que sofrem com o problema, mas também crianças menores de 5 anos, como explicou o ortopedista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com a fisioterapeuta Laura Proença, o risco de queda aumenta se a pessoa já caiu. Além disso, se ela toma 4 ou mais remédios continuamente, como calmantes e laxantes, ou se tem problemas e doenças associados, como dificuldades de visão, hipoglicemia, depressão, incontinência urinária, osteoporose e até mesmo diabetes descontrolada, a chance de cair também pode aumentar.

 

Por isso, é preciso investigar a origem da queda, também porque nos idosos, ela pode ser o início do processo degenerativo do corpo. Entre as lesões mais preocupantes, estão as fraturas de fêmur, punho e quadril. No entanto, como explicou o ortopedista, já existem cirurgias e próteses que permitem que o paciente volte a andar em poucos dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para evitar que as quedas voltem a acontecer, a dica é treinar o equilíbrio e a musculatura com exercícios simples no dia a dia, que já aumentam a resistência e reduzem o risco de quedas.

Há ainda a possibilidade de exercícios que "ensinam" a cair, como mostrou a reportagem da Marina Araújo (veja no vídeo ao lado). Segundo o reeducador do movimento Ivaldo Bertazzo, saber cair é importante para evitar lesões maiores e consequências mais graves.

 

Bem Estar - Infográfico sobre quedas (Foto: Arte/G1)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por exemplo, para melhorar o equilíbrio, a dica é utilizar sempre uma superfície instável, como colchões e colchonetes, e caminhar descalço sobre ela levantando os pés, com um apoio para os braços. De acordo com a fisioterapeuta Laura Proença, esse exercício simples já ajuda a treinar o corpo e estimular o equilíbrio para prevenir quedas.

Subir e descer uma escada ajuda também a melhorar a força muscular, assim como carregar sacolas e colocar e tirar objetos de uma prateleira, atividades simples do dia a dia. Até mesmo arrumar a cama e agachar para colocar uma meia e um sapato, como mostrou a fisioterapeuta, também podem reduzir o risco de quedas porque são atividades que melhoram a flexibilidade.

Além disso, a fisioterapeuta Laura Proença recomenda que a colcha da cama seja mais curta, que o sapato seja antiderrapante e fechado e que o quarto esteja iluminado, principalmente para quem costuma acordar muito durante a noite. É bom ainda ter um telefone por perto porque, caso a pessoa esteja sozinha, ela pode pedir ajuda com facilidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em alguns casos, é indicado até mesmo o uso de uma bengala. Como a repórter Marina Araújo, a aposentada Ana Lyrs, de 87 anos, e o aposentado Odair Buarque de Gusmão, de 91 anos, usam o acessório para se manterem firmes e equilibrados.

 

De acordo com o ortopedista Luiz Batata, a bengala não só previne quedas, mas melhora muito a qualidade de vida da pessoa, se for bem utilizada e tiver a altura adequada. Para identificar se o paciente precisa ou não do recurso, é só observar: se ele demorar mais de 10 segundos para andar 10 metros, é um sinal de alerta.

 

 

Fonte:

http://g1.globo.com/bemestar

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