Maceió, 20/Junho/2018

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Cirurgia de Angelina Jolie causa polêmica

A cirurgia de retirada das mamas para diminuir o risco de câncer, como a realizada pela atriz Angelina Jolie, é só uma entre as opções para mulheres que descobrem ter alterações genéticas que predispõem à doença.

Jolie, 37, revelou ontem, em artigo publicado no jornal "New York Times" (leia na página ao lado), ter se submetido ao procedimento, que, de acordo com os médicos, tem sido cada vez mais procurado na rede privada.

No entanto, não há um consenso mundial sobre a indicação. Falta evidência científica de que o procedimento seja mais eficaz para a prevenção de mortes em relação a métodos menos radicais, como exames e remédios.
 


Segundo José Cláudio Casali, oncogeneticista do Hospital Erasto Gaertner, os testes que procuram alterações nos genes BRCA 1 e 2, fortemente ligados ao aparecimento de tumores de mama e ovários e também de pâncreas e peritônio, são indicados principalmente para as mulheres que têm câncer antes dos 45 anos, mesmo que não houver outros casos da doença na família.

"Se você encontra a alteração na pessoa que teve o câncer, então faz o teste na família toda", afirma o médico.

Quando não é possível testar a própria mulher que teve o câncer, as indicações do exame são para quem tem dois ou mais parentes que tiveram a doença antes dos 50 anos de idade.

Foi o caso da curitibana Maria Amélia Busato, 36, cuja irmã morreu em 2011, aos 36 anos, de um câncer de mama. Ela passou pelo exame genético e descobriu a alteração no gene BRCA 1 no fim do ano passado. Cinco meses depois, decidiu que vai passar pela cirurgia preventiva.

"Quando peguei o resultado, era como se tivesse uma bomba relógio dentro de mim. Não é uma decisão fácil. Mas tenho dois filhos e quero que eles tenham mãe por muito tempo."

Apenas 10% dos tumores têm origem genética, e só 0,2% da população carrega mutações nesses dois genes. Cerca de 0,1% tem a mutação em um deles--como Jolie.

O exame genético, que não está disponível na rede pública e deve ser pedido por um especialista, custa em torno de R$ 4.000 a R$ 8.000 e pode ser coberto por planos de saúde. A retirada preventiva das mamas não é realizada pelo SUS, segundo o Ministério da Saúde.

Para o oncologista Max Mano, do Hospital Sírio-Libanês e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), a investigação do risco genético é pouco explorada no Brasil, mas é preciso ter cuidado com a indicação da cirurgia preventiva.

"Estudos na Europa que acompanharam pacientes com as mutações mostraram que a incidência de câncer não foi tão alta como se pensava", diz ele.

No caso de Angelina, porém, Mano afirma que a indicação foi correta. "Ela tem uma alteração gravíssima. Muitas pessoas não conseguem conviver com o risco, é uma escolha da paciente."

A retirada preventiva não é a única forma de lidar com o risco. Mulheres com essas alterações genéticas podem fazer um rastreamento mais frequente, intercalando a cada seis meses exames de mamografia e ressonância magnética, e em uma idade mais precoce --a partir dos 25 anos.

Também é possível optar pela quimioterapia preventiva. "Cada caso é um caso", diz Maria Isabel Achatz, diretora de oncogenética do Hospital A.C. Camargo.

Ela afirma que, para as mulheres com a mutação genética, retirar os ovários e as trompas é ainda mais prioritário do que a das mamas.

Não há exames preventivos eficazes para diagnosticar precocemente tumores nessa região. "Em geral, os tumores de ovário são descobertos em estágios avançados e o desfecho é ruim", diz ela.

Fonte: Folha de São Paulo

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