Maceió, 18/Novembro/2018

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Ciúme da mamãe: como preparar o filho para a chegada do irmãozinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Medo de perder espaço no coração da mamãe. Ainda que as crianças não tenham idade suficiente para compreender o significado deste sentimento, a maioria já experimentou a emoção ao descobrir que teria de dividir a atenção dos pais com um irmãozinho. Apesar de parecer complexa, a solução para amenizar a convivência é simples: integre o filho mais velho à vida do caçula, mesmo antes de o bebê chegar ao mundo.

Com um novo integrante na família é comum que a criança sinta insegurança e comece a agir de maneira inusitada para chamar a atenção. É o caso de Lucas Bertoncini Baldini, com apenas 1 ano e 10 meses, o filho – até então único – da jornalista Fernanda Bertoncini surpreendeu a mãe ao expor seu incômodo quando soube da gravidez. “Ele simplesmente ignora a situação e muda de assunto quando digo: ‘tem um bebê na barriga da mamãe’”, conta.

Grávida de três meses do segundo filho, Fernanda não é exceção. Segundo a psicóloga infantil Suzy Camacho, é natural que filhos acima dos dois anos demonstrem um ciúme excessivo, mas que pode ser controlado se os pais agirem naturalmente, mostrando que o mais velho faz parte da nova história. “O ideal é que os pais sejam francos e contem primeiro para a criança, assim, evitarão que ela ouça comentários com terceiros e sinta-se preterida”, orienta.

A especialista critica a transferência de responsabilidades e desaconselha dizer que a gravidez aconteceu a pedido do primeiro filho. “O pai e a mãe têm de mostrar que a decisão partiu dos dois. Mesmo que o mais velho tenha pedido um irmãozinho para brincar, não é correto que assuma o peso desta decisão”.

Algumas táticas podem ajudar os pais a dialogarem com a criança para facilitar a proximidade entre os irmãos. A primeira delas é comparar os registros da gravidez nos dois momentos. “Mostrar o ultrassom dos dois, além de fotos, sempre funcionam para deixar claro que ele já passou por tudo isso. Quando mostrar o exame, é interessante dizer que as mãozinhas são parecidas ou que a barriga da mãe está semelhante. A criança sentirá que também é alvo da atenção”.

Colocar o mais velho na posição de modelo ao novo integrante da casa é outra dica. “Sempre que a mãe falar sobre o assunto, pode dizer que ele será exemplo ao irmãozinho, que vai ensiná-lo a andar, a comer com a colher, a falar as primeiras palavras. Isso eleva a sua autoestima sem diminuir o bebê que vai chegar e demonstra que os dois têm a mesma importância".

 
Erros comuns, como evitar?

Para demonstrar que nada mudará com a presença do bebê e que o mais velho continuará a ter a mesma atenção, a maioria dos pais comete o mesmo erro: toda vez que compra algo para o filho que vai chegar, compra para o outro. “Isso está errado”, afirma Suzy, categoricamente. “Não é certo compensar materialmente. A criança tem de entender que já passou por tudo isso e que só terá roupas ou brinquedos novos quando houver necessidade".

A psicóloga orienta ainda que quaisquer mudanças de ambiente devem ser feitas antes do nascimento do novo filho. “Se tiver de colocar o mais velho na escolinha ou algo que mude sua rotina, é bom que seja antes para que ele não atrele esta alteração à chegada do bebê. Ele não pode sentir que o irmão mudou a sua vida".

Outro equivoco é colocar o pequeno para dormir no mesmo quarto dos pais nos primeiros meses.  Ainda que tenha feito desta forma com o primeiro filho, ele sentirá incomodo ao saber que outra criança tomou o seu lugar no meio dos pais. “O indicado é a mãe ou o pai se deslocarem ao quartinho, montar uma cama provisória ou um colchonete no chão, mas é importante mostrar que estão ali para cuidar e alimentar o bebê”, reforça a médica.

 
Medo de perder a preferência não tem idade

Apesar de ser mais comum entre dois e nove anos, o medo de perder a preferência por conta da chegada do novo irmão não tem idade. Filho único até os 17 anos, o diretor de arte José Eduardo Tabanez passou pela experiência que, segundo ele, não foi exatamente agradável. “Na verdade, a maior preocupação era ficar sem ganhar meu carro quando fizesse 18".

Hoje com 32 anos, ele se prepara para ter a primeira filha e admite que “a vida mudou, mas positivamente” desde o nascimento do irmão. “Já era mais independente e foi tranquilo entender que ele não ocuparia meu espaço”, relembra Tabanez.

Para a psicóloga infantil, o comportamento do futuro pai tem uma explicação objetiva. “A partir dos 10 anos, eles já começam a participar de grupos. Na realidade, os adolescentes não disputam mais a atenção dos pais (nesta fase, são eles quem buscam atenção dos filhos)".

O ciúme existe em qualquer idade, garante a especialista, mas é natural que seja menor à medida que o mais velho amadurece. Além disso, coração de mãe é tão grande que tem espaço para todos.

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