Maceió, 19/Janeiro/2018

Resp. Técnico: Dr. José Antonio Martins
CRM AL 4363:RQE 3168

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Conheça os principais problemas ginecológicos e veja como lidar com eles

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 

Infelizmente, milhões de mulheres (e muitos médicos) ainda são surpreendidos por alguns problemas pélvicos que podem, além de ocasionar dor, serem responsáveis também pela infertilidade.

 

Síndrome dos ovários policísticos

A causa principal é desconhecida, mas a doença acontece quando os ovários produzem uma quantidade alta (e fora do comum) de hormônios masculinos, como a testosterona. Isso interfere na ovulação e, em muitos casos, na sensibilidade do corpo à insulina. Os cistos se armazenam no ovário quando o folículo ovariano não expele o óvulo.

Os sintomas são característicos: ciclos menstruais irregulares, aumento de pelos no rosto e no corpo, acne e ganho de peso. Apesar de parecer simples, o diagnóstico nem sempre é dado nas primeiras consultas, já que os sintomas podem se confundir com outros problemas de saúde. E isso é preocupante porque a SOP ? quando não tratada ? aumenta o risco de infertilidade, diabetes tipo 2, síndrome metabólica, doenças cardíacas e câncer de endométrio.

O tratamento é feito com contraceptivos orais, que ajudam a suprimir os hormônios masculinos e a normalizar os ciclos. Controlar o peso com dieta e exercícios também é fundamental. Perder entre 5 e 10% do peso contribui para normalizar o ciclo menstrual e baixar os níveis de testosterona. Equilibrando esses fatores, é possível pensar em engravidar.

 

Endometriose

Quando uma mulher tem a doença, o endométrio, tecido que reveste o útero e descama todo mês durante a menstruação, pode voltar pelas trompas e cair na pelve, em vez de se manter no lugar correto. Assim, no período menstrual, essas "células perdidas" também sangram, formando lesões e cistos na cavidade pélvica, no intestino e nos ovários, levando a ciclos superdoloridos.

Outros sintomas são dor profunda após a penetração, inchaço, constipação, diarreia, cansaço constante e sensação de queimação na hora de urinar. Mas vale lembrar que algumas mulheres não têm sintomas. O ideal é diagnosticar o problema o mais cedo possível. Porém, a endometriose não é descoberta em exames de rotina ? só aparece em ressonâncias e ultrassonografias em estágio avançado.

Quando há uma suspeita de endometriose, a melhor medida é bloquear o ciclo menstrual. Em casos avançados, a solução é a laparoscopia, cirurgia que retira as lesões.

Atenção: se um parente de primeiro grau tiver a doença, aumenta em sete vezes as suas chances de ter o problema. Por isso, você não pode deixar de contar ao seu médico tudo o que sente, por mais bobo que possa parecer. Até 38% das mulheres são inférteis por culpa da endometriose.

 

Fibroma uterino ou mioma

Mais conhecido como mioma, são nódulos musculares benignos que ocorrem na cavidade do útero, em sua porção externa ou em sua parede e causam crescimento uterino, aumento do sangramento durante o ciclo e, eventualmente, cólicas menstruais. Também ocorre pressão na bexiga e no reto. Mas, como em outras doenças, algumas pessoas não sentem nada.

Como o mioma se alimenta de estrógeno, eles podem se tornar um incômodo durante a gravidez, quando os níveis de hormônios femininos estão altos. Eles também dividem o espaço com o feto, aumentando o risco de aborto ou nascimento prematuro.

Eles são relativamente simples de diagnosticar ? normalmente por meio de um ultrassom ou de uma ressonância magnética. Entretanto, decidir sobre o tratamento não é tão fácil. Pílulas anticoncepcionais, hormonioterapia, DIU medicado, anti-inflamatórios e análogos de GnRH podem encolher os nódulos.

A solução definitiva é cirúrgica, desde a retirada dos fibromas por laser até a remoção do útero, um passo drástico para mulheres jovens.

 

Doença inflamatória pélvica

uÉ Uma infecção bacteriana que acontece no útero, nas trompas e em outros órgãos reprodutivos. É originada, na maioria dos casos, por bactérias que ascendem pela vagina, portanto é considerada sexualmente transmissível. Causa infertilidade em uma a cada cinco mulheres com o problema.

Os sintomas são dor pélvica ou abdominal crônica, náusea, febre alta, vômitos e secreção vaginal malcheirosa. O tratamento é feito com antibióticos para atacar as bactérias e analgésicos para a dor, que impede muitas mulheres de realizar até mesmo suas atividades rotineiras.

 

Vulvodinea

Também chamada de síndrome vestibular. O principal sintoma é dor crônica genital, que pode estar relacionada a traumatismos locais, medicamentos ou produtos, cirurgias anteriores, infecções urogenitais, processos depressivos, dificuldade na relação que leva a espasmos musculares, diabetes e climatério.

Os sintomas variam desde uma coceira local, com irritação ou ardor, até um processo doloroso constante. O tratamento depende da causa diagnosticada. Em geral, envolve anti-inflamatórios, anestésicos locais e até fisioterapia pélvica.

 

 

Fonte:

http://mdemulher.abril.com.br/saude

Reportagem: Julia Moioli - Edição: MdeMulher

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