Maceió, 18/Dezembro/2017

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Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna: Brasil ainda precisa diminuir número de óbitos

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela ONU (Organizações das Nações Unidas) são claros: o Brasil ainda precisa reduzir o índice de mortalidade materna. Não que o País não venha se esforçando nesse sentindo, porém, os serviços de saúde, especialmente os públicos, têm que ser mais eficazes e cuidar melhor da mulher grávida. 

 

Nesta quinta-feira (28), Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, o Grupo Amigo chama a atenção para as causas que podem levar gestantes ou mães que acabaram de dar a luz, ao óbito. Dentre elas, estão doenças como diabetes, aids, malária e obesidade. São enfermidades que representam 28% das mortes maternas.        
 

“O que preocupa é que essas são doenças facilmente detectadas em exames pré-natais. É por isso que o acompanhamento médico, desde o início da gravidez, é tão essencial à saude, tanto da mãe, quanto do feto”, afirmou o ginecologista e obstetra José Antônio Morais. 

 

Outras causas
 
Há outras causas que, também, aparecem como disfunções capazes de causar mortes maternas. De acordo com a ONU, após levantamento feito em 115 países, os casos que mais contribuíram para os óbitos foram hemorragia grave: 27%; hipertensão na gestação: 14%; infecções: 11%; parto obstruído e outras causas diretas: 9%; complicações de abortos: 8%; e coágulos sanguíneos: 3%. 

 

Mortalidade materna vem caindo no Brasil 

 

O Brasil vem alcançando resultados satisfatórios quando o assunto é redução da mortalidade materna. Entre os anos de 1990 e 2013, os números caíram em torno de 43%, segundo levantamento feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Esse dado mostra que, durante o intervalo de 23 anos, a taxa de mortalidade decresceu de 120 mães por 100 mil nascidos vivos, para 69 mães por 100 mil nascidos vivos.

 

Entretanto, a ONU ainda quer mais. Em 2014, ela estabeleceu uma meta bem maior para ser cumprida até o final deste ano de 2015: 75%. 

 

A taxa, no nosso meio, ainda é, infelizmente, muito alta e inaceitável. Esta taxa, em países desenvolvidos, é em torno de 5 mortes maternas para cada 100.000 nascidos vivos. Estas mortes são consideradas inevitáveis, relacionadas a graves intercorrências e/ou enfermidades. Logo, constatamos que, no Brasil, a cada 100000 nascidos vivos, 64 mulheres morrem de causas evitáveis. Medidas enérgicas precisam ser feitas para uma melhor assistência à gestante e parturiente. No Brasil, a principal causa de mortalidade materna está relacionada com a síndrome hipertensiva.

 

Cesárias 

 

De acordo com o Relatório Nacional de Acompanhamento, a alta realização de cesáreas no país contribui para que tenhamos índices ainda elevados de mortalidade materna. “Um dos fatores que dificultam a redução da mortalidade materna é o elevado número de partos cesáreos. A porcentagem de cesáreas tem se mantido em patamares muito altos e com tendência de crescimento em todas as regiões do Brasil”, apontou o estudo. 

 

Em 2011, cerca de 54% dos partos realizados foram cesarianas. No entanto, a OMS recomenda que o total de não ultrapasse a média de 15%.  Ainda de acordo com o estudo, “mulheres submetidas a cesáreas correm 3,5 vezes mais risco de morrer (dados de 1992-2010) e têm cinco vezes mais riscos de contrair uma infecção puerperal (dados de 2000-2011)".

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