Maceió, 01/Novembro/2014

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Perguntas e respostas sobre anticoncepcionais

 

Perguntas e respostas sobre anticoncepcionais. Tire suas dúvidas. 

Como a pílula deve ser tomada?
A pílula deve ser tomada diariamente, sem esquecimentos, preferencialmente sempre no mesmo horário. A primeira cápsula deve ser tomada no primeiro dia de sangramento menstrual. Algumas cartelas vêm com 21 e outras com 24 comprimidos, mas sempre deve-se seguir o ciclo de 28 dias.

Pode começar a tomar a pílula depois do primeiro dia do ciclo?
Sim, alguns países indicam o início do uso no quinto dia, mas o uso pode ser iniciado a qualquer momento. Entretanto, nestes casos, a contracepção só será evitada a partir do segundo ciclo.

Depois de quanto tempo a pílula faz efeito?
Se você começar a tomar no primeiro dia do ciclo menstrual, e tomar corretamente de acordo com o indicado pelo médico, já estará protegido. Se começou no meio do ciclo, é necessário esperar o próximo ciclo para total proteção.

Tem que tomar todo dia no mesmo horário?
As pílulas anticoncepcionais devem ser tomadas no mesmo horário, pois o tempo de ação de cada pílula é de aproximadamente 24 horas. Tomar em horários irregulares não necessariamente tira o seu efeito, mas pode levar a um fenômeno comum conhecido como “spotting” ou sangramento de escape, e até mesmo irregularidades menstruais, diz Gilberto Nagahama, coordenador do serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital San Paolo.

Em quanto tempo pode tomar a pílula esquecida?
O ideal é que se tome a pílula em até 12 horas após o horário de costume. Se o esquecimento for no começo ou no final do ciclo, há risco de gravidez e o ideal é usar outros métodos contraceptivos. Se o esquecimento for de duas ou mais pílulas, o indicado é iniciar uma nova cartela.

Qual a eficiência da pilula?
Segundo o índice de Pearl, se tomada corretamente, a pílula permite a gravidez de 0,1 a 1 mulher a cada 100.

Após algum tempo tomando anticoncepcional é necessária uma pausa?
Não, este é um conceito antigo. Não se recomenda parada do uso do contraceptivo, exceto se houver desejo reprodutivo.

Pode usar pílula amamentando?
Sim. Os contraceptivos usados no período da amamentação são exclusivos para essa fase e têm como objetivo não interferir na qualidade do leite e, ao mesmo tempo, oferecer o efeito contraceptivo.

Pílula evita o contágio de doenças sexualmente transmissíveis?
Não,  esta relação não existe e a proteção deve ser feita única e exclusivamente pelo uso dos preservativos masculino ou feminino (camisinha), diz a ginecologista e obstetra Viviane Monteiro.

Outros medicamentos podem influenciar no efeito do anticoncepcional?
Sim, alguns antibióticos, anticonvulsivantes, retrovirais, antidepressivos e até mesmo inocentes fitoterápicos, como a erva de São João, podem interferir na eficácia da pílula. Por isso é indispensável consultar um médico antes de utilizar qualquer medicamento.

A menstruação é necessária para limpar o organismo?
Não. A menstruação é o resultado do funcionamento normal do organismo, mas existe muita confusão quando se trata da suspensão da menstruação por algum medicamento, como por exemplo anticoncepcionais. Neste caso, não ocorre acúmulo de sangue que, portanto, não precisa ser eliminado.

Quais os tipos de pílula?
Existem diversas opções de pílulas anticoncepcionais no mercado, com baixa dosagem de estrogênios; combinadas de estrogênio e progesterona, com doses variantes (ou não) ao longo do ciclo. Por isso, é essencial que o médico prescreva o anticoncepcional para cada caso.

Pílula anticoncepcional engorda? - Para 84% das mulheres a principal razão para a troca da pílula anticoncepcional são os efeitos colaterais. Entre os mais lembrados estão aumento de peso (45%), enjoo (31%) e dores de cabeça (29%).

Segundo o ginecologista Nilson Roberto de Melo, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, hoje existem diversas pílulas sem estes efeitos. "A ida ao médico é essencial exatamente para que ele prescreva a pílula que esteja de acordo com o perfil da mulher, proporcionando benefícios adicionais à contracepção"

Outros métodos hormonais também têm efeitos colaterais? - Apenas 8% das mulheres entrevistadas em uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia conheciam o anel vaginal e 9% os adesivos para evitar a concepção.

Mas estes métodos têm menos efeitos colaterais porque não são processados no fígado e não passam pelo estômago, diz o ginecologista Gerson Lopes, presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação.

A pílula interfere na libido feminina? - Muitas mulheres reclamam da perda da libido ao usar pílula anticoncepcional, mas nenhum estudo científico chegou a esta conclusão.

Em uma recente pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a maioria (72%) das 500 entrevistadas afirmou não sentir alterações na libido ao usar anticoncepcional. 16% delas disseram sentir prejuízo, contra 11% que sentiram o desejo aumentar.

Hoje, já existem pílulas com menos efeitos na libido, pois produzem menos globulina ao serem degradadas no fígado. Esta substância se liga à testosterona livre, tornando-a inativa.

"Em algumas mulheres, a diminuição na testosterona faz a libido cair. Mas a mulher precisa de 10% da testosterona que o homem precisa para a libido. A libido da mulher é muito mais do que só a testosterona", explica o ginecologista Gerson Lopes, presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Febrasgo.

Usar pílula por muito tempo diminui a fertilidade? - "A pílula não aumenta a infertilidade, inclusive a mulher que usa é mais fértil que a não usuária", defende o médico Nilson Roberto de Melo, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Segundo o ginecologista, quem toma pílula por 5 anos tem 44% menos chance de ter endometriose o que pode levar à infertilidade. Além disso, ela tem menos chances de ter miomas o que dificulta engravidar e facilita abortos e tem menos câncer de útero.

Pode emendar uma cartela na outra? - Os médicos dizem que não há problemas em emendar uma cartela de pílula na outra. "Se você quer viajar, ir à praia e não quer ficar menstruada, o ideal é mesmo emendar uma cartela na outra", diz o ginecologista Gerson Lopes, presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Febrasgo.

E ficar sem menstruar por tempo indeterminado? O médico é categórico ao afirmar que se a mulher tem sintomas de TPM, e o melhor é ficar sem menstruar, não há problema. "Mas existem mulheres que se sentem aliviadas ao menstruar, pois sabem que não estão grávidas", conclui.

É preciso parar de tomar a pílula de tempos em tempos? - Não há mais motivos para a mulher fazer intervalos no uso da pílula, dizem os médicos. Como agora a carga hormonal é muito mais baixa, não há tantos danos para o organismo.

Apenas a mulher fumante com mais de 35 anos que não deve tomar pílula, pois tem mais chances de ter um AVC ou um infarto.

A pílula anticoncepcional reduz a oleosidade da pele e do cabelo? - Diversos estudos comprovam que o uso da pílula anticoncepcional também é benéfico para a pele e o cabelo. " Pílulas com drospirenona ou acetato de ciproterona contribuem para a redução da produção sebácea, isto é, da oleosidade responsável pela formação de cravos e espinhas e que, além disso, deixa o cabelo com brilho excessivo", diz Afonso Nazário, chefe do departamento de ginecologia da UNIFESP.

Se esquecer de tomar um pílula já perde o efeito? - Se o esquecimento for no início ou no final da cartela, há a possibilidade de ocorrer a ovulação naquele mês. Você deve tomar a pílula assim que lembrar e a do dia no horário usual.

O médico Afonso Nazário, chefe do departamento de ginecologia da UNIFESP, também lembra que é comum ocorrer um sangramento de escape com qualquer pílula anticoncepcional, especialmente durante os primeiros três a quatro meses.

Por que existem pílulas de 21 e 24 dias? - Os médicos dizem que a diferença no número de dias que você toma pílula está na quantidade de hormônio por capsula, mas que o ciclo de 28 dias sempre é seguido. Quando é de 24 a pausa é de 4 dias, quando são 21 pílulas a pausa é de 7 dias.

Fonte: Uol Ciência e Saúde.

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