Maceió, 18/Novembro/2018

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Plástica vaginal antes dos 15 anos. O que está acontecendo com nossas garotas?

 

Esse é um assunto triste. De verdade. É um assunto que vai muito além da relação feminina com o sexo. Ele mostra um pouco da relação feminina com si mesma, com o ser mulher e também a relação masculina com o corpo das garotas. O jornal Daily Mail publicou que aproximadamente 340 garotas com 14 anos ou menos, no Reino Unido, já fizeram cirurgias íntimas por motivos estéticos. Isso mesmo, apoiadas por pais e médicos, meninas que não têm o corpo totalmente desenvolvido — nem o emocional — estão transformando seus corpos para entrar em um padrão de beleza que não existe.
 
Ao fazer uma busca na internet você encontra diversas ofertas desse tipo de operação "em até 36 vezes". Mas, por aqui, a moda ainda não foi tão difundida e está mais forte entre as subcelebridades. O problema é que as chances disso crescer, por falta de informação somada a muita publicidade, são grandes.
Encontrar dados sobre os riscos dessas cirurgias não é algo fácil, diferente do que acontece com os ditos benefícios. O que esses sites, e muito médicos loucos por dinheiro, não explicam é que anomalias labiais, que pedem mesmo uma reparação, são extremamente raras.
 
Mundialmente, psicólogos e estudiosos culpam a pornografia e a TV, em que mulheres têm seus corpos retocados computadorizadamente e parecem seguir o mesmo padrão. Porém, o que é esse padrão? Ginecologistas e cirurgiões plásticos, que oferecem o procedimento, não têm um consenso. Então o que é oferecido para cada mulher?
 
De acordo com a antropóloga Thais Machado-Borges, do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Estocolmo, Suécia, autora do estudo "Um olhar antropológico sobre a mídia, cirurgia íntima e normalidade", esse padrão de normalidade vem de imagens de mulheres nuas, da mídia (que pode ser TV, publicidade, revistas, cinema e até mesmo a imprensa) e os materiais didáticos, com desenhos padrão do órgão sexual feminino.
 
Os lábios vaginais são zonas erógenas, têm muitas terminações nervosas e podem tornam a vida sexual feminina um terror depois de passarem por cirurgias mal sucedidas. Totalmente o contrário do que se busca com a prática. Ainda mais assustador do que crianças buscando essas cirurgias influenciadas pela sexualização precoce, são adultas que veem nesse procedimento a chance de transformar suas vaginas em algo que lembra o corpo de uma criança.
 
Para ajudar as mulheres que se inspiram em um padrão inexistente no mundo real e querem transformar seus corpos sem pensar muito no assunto, o artista inglês Jamie McCartney resolveu tirar moldes das vaginas de diferentes mulheres. Isso mesmo, ele coloca gesso e faz uma escultura de vários tipos de vaginas. Depois de juntar muitos desses, ele cria um mural mostrando como cada pessoa é única e deixa bem evidente das diferenças entre o corpo de cada mulher.
 
A intenção dele é mudar a concepção de corpo que temos para que a mulher ame-se mais, aceite-se mais e consiga conviver melhor com o real ao invés de ir atrás de um imaginário que cada vez mais a deixará insegura consigo mesma.
 
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